quarta-feira, 19 de novembro de 2014

INSCRIÇÃO DE PILATOS




Pôncio Pilatos foi o quinto governador da Judéia romana. Foi sob o governo de Pilatos que Jesus foi crucificado (Mt 27.2). Ele foi nomeado pelo imperador Tibério em 26 AD e "retirado do cargo" por Vitélio, governador romano da Síria, em 37 AD, após "abater" alguns samaritanos no Monte Gerizim.
Existem diversas evidências da existência de Pilatos:
- Pilatos é mencionado pelos historiadores Josefo, Filo e Tácitus;
- Foram encontradas moedas cunhadas durante o seu governo;
- Em 1961, foi encontrada, em escavações na Cesaréia, uma pedra dedicatória que confirma a existência de Pilatos. 

Esta última inscrição é considerada uma das Top 10 descobertas arqueológicas bíblicas do século 20. A pedra possui uma inscrição de três linhas:

Tiberieum
[Pon]tius Pilatus
[Praef]ectus Iuda[eae]

Em português:
Tibério [o imperador romano do período]
Pôncio Pilatos
Prefeito da Judéia.

A inscrição não somente confirma a historicidade de Pilatos, mas clarifica o título que ele possuía como governador. A pedra encontra-se em exposição no Museu de Israel em Jerusalém (ver 
aqui).

terça-feira, 18 de novembro de 2014

VEJA O SANTO SEPULCRO EM JERUSALÉM EM UMA VISÃO DE 360º GRAUS


CLIQUE NA FOTO E VEJA

CILINDRO DE CIRO






Cilindro de Ciro: comprova o decreto do rei persa mencionado em 2 Crônicas 36:23.
Confirma também o relato bíblico sobre a conquista de Babilônia de forma rápida e sem batalha. Como descreve Daniel 5:30-31.

O PAPIRO DE IPUWER


Evidência que comprova a veracidade bíblica do relato das 10 pragas do Egito.




Sempre houve grande controvérsia em relação à Ciência e a Bíblia. Todavia, nunca tivemos tantas confirmações científicas sobre fatos bíblicos, como nos últimos tempos. Certamente, o Eterno que deu inteligência ao homem para multiplicar a ciência se utilizou, SIM, dos elementos da natureza para exercer o Seu poder, não apenas neste, mas, em muitos outros episódios da história bíblica.

(Diário de um egípcio chamado Ipuwer encontrado no Egito em 1820 e levado para o museu da Universidade de Leiden, na Holanda. No texto, ele lamenta o estado do Egito e diz numa carta endereçada a Faraó:

"Os estrangeiros (hebreus?) vieram para o Egito ... [eles] têm crescido e estão por toda a parte ... o Nilo se tornou em sangue ... [as casas] e as plantações estão em chamas ... a casa real perdeu todos os seus escravos ... os mortos estão sendo sepultados pelo rio ... os pobres (escravos hebreus?) estão se tornando os donos de tudo ... os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente ... o [nosso] ouro está no pescoço [dos escravos] ... o povo do oásis está indo embora e levando as provisões para o seu festival [religioso?]"

(http://israelitasdocaminho.blogspot.com.br)

O PAPIRO DE JOHN RYLANDS




Redescoberto (1934) por C. H. Roberts na Biblioteca John Rylands (1801-1888) em Manchester, Inglaterra. Conhecido como o mais antigo texto escrito do Novo Testamento (125).

O Papyrus P52 da biblioteca de Rylands, também conhecido como o fragmento de João, é um fragmento do papiro exposto na biblioteca de John Rylands, Manchester, Reino Unido.

Contêm partes do Evangelho de João 18:31-33, no grego, e no verso contêm linhas dos versos 37-38.

Embora Rylands P52 seja aceito geralmente como registro canônico, a datação do papiro é de nenhuma maneira assunto de consenso entre críticos. Mas o estilo da escrita, leva a uma data entre os anos de 125 e 160 a.C. Mostrando assim o quão próximo dos eventos bíblicos foram escritos os evangelhos - ao contrário de supostos falsos evangelhos encontrados que remontam mais de 300 anos depois.
(http://servovivo.blogspot.com.br)

OS AMULETOS DE KETEF HINNOM





(1979), contendo o mais antigo texto do Antigo Testamento (séc. VII-VI a.C.), descoberto por um arqueólogo bíblico, o hùngaro-israelense Gabriel Barkay (1944- ) 

Entre 1975 e 1980, Gabriel Barkay descobriu alguns sepulcros em Ketef Hinnom, um sítio arqueológico perto de Jerusalém, com uma série de câmaras funerárias cortadas na pedra, em cavernas naturais. 

O local parecia ser arqueologicamente estéril e tinha sido usado para armazenar armamento durante o período otomano. A maior parte daqueles sepulcros tinha sido saqueada há muito, mas felizmente o conteúdo de Câmara 25 foi preservado devido a um aparente desabamento parcial do teto da caverna, ocorrido também muito tempo antes. 

O sepulcro foi datado como entre os séculos VII e VI a.C., antes do exílio. O sepulcro continha restos de esqueletos de 95 pessoas, 263 vasos de cerâmica inteiros, 101 peças de joalheria, entre elas 95 de prata e 6 de ouro, muitos objetos esculpidos de osso e marfim e 41 pontas de flechas de bronze ou de ferro. Além disso, havia dois pequenos e curiosos rolos de prata, sendo que um deles tinha cerca de uma polegada de comprimento e menos de meia polegada de espessura, enquanto que o outro tinha meia polegada de comprimento e um quinto de polegada de espessura. 

Admitiu-se que esses rolos fossem usados como amuletos e que contivessem alguma inscrição. O processo ultradelicado, desenvolvido para abrir os rolos de papel sem que o mesmos se desintegrassem, levou três anos. Quando os rolos foram abertos e limpos, a inscrição continha porções de Números 6:24-26: O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti... e te dê a paz. Esta inscrição é uma das mais antigas e melhor preservadas contendo o nome do Deus Israelita: YHWH ouJeová

Os chamados de Amuletos de Ketef Hinnom, na realidade dois rolos de papel de prata minúsculos achados na câmara funerária 25 da caverna 24 de Ketef Hinnom, contêm a mais antiga inscrição biblica (~600 a. C).

Do site: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Dez_Mais.html (As Dez Maiores Descobertas da Arqueologia Bíblica)

EVIDÊNCIA DA PRESENÇA DE JOSÉ NO EGITO

EVIDÊNCIAS ARQUEOLÓGICAS DA

 PRESENÇA DE JOSÉ NO EGITO



Cartas de Tel-el-Amarna, onde um rei vassalo pede socorro ao Egito, certo cananeu de nome Dudu é referido como o mais importante oficial que sentava na presença de faraó. Ademais, encontramos na mesma correspondência a menção de um alto oficial semita chamado Yanhamu, (José) citado como um administrador que ordenou ao povo egípcio vender tudo o que possuíam e, com o dinheiro, comprar alimentos que deveriam ser estocados para um longo período de fome. Muito sugestivo ao que José fez no relato de Gênesis.

ARQUIVOS DE EBLA

ARQUIVOS DE EBLA

Norte da Síria


Ao longo dos anos, muito criticismo tem sido levantado quanto à confiabilidade histórica da Bíblia. Estes criticismos são usualmente baseados na falta de evidência de fontes externas confirmando o registro bíblico. E sendo a Bíblia um livro religioso, muitos eruditos tomam a posição de que ela é parcial e não é confiável a menos que haja evidência externa confirmando-a. Em outras palavras, a Bíblia é culpada até que ela seja provada inocente, e a falta de evidências externas colocam o registro bíblico em dúvida.
Este padrão é extremamente diferente do aplicado a outros documentos antigos, mesmo que muitos deles, se não a maioria, contém um elemento religioso. Eles são considerados acurados a menos que a evidência demonstre o contrário. Embora não seja possível verificar cada incidente descrito na Bíblia, as descobertas arqueológicas feitas desde a metade do século XVIII têm demonstrado a confiabilidade e plausibilidade da narrativa bíblica.
A descoberta do arquivo de Ebla no norte da Síria nos anos 70 tem mostrado que os escritos bíblicos concernentes aos Patriarcas são de todo viáveis. Documentos escritos em tabletes de argila de cerca de 2300 A.C. mostram que os nomes pessoais e de lugares mencionados nos registros históricos sobre os Patriarcas são genuínos. O nome "Canaã" estava em uso em Ebla - um nome que críticos já afirmaram não ser utilizado naquela época e, portanto, incorretamente empregado nos primeiros capítulos da Bíblia. A palavra "tehom" ("o abismo") usada em Gênesis 1:2 era considerada como uma palavra recente, demonstrando que a história da criação foram escrita bem mais tarde do que o afirmado tradicionalmente. "Tehom", entretanto, era parte do vocabulário usado em Ebla, cerca de 800 anos antes de Moisés. Costumes antigos, refletidos nas histórias dos Patriarcas, também foram descritos em tabletes de argila encontrados em Nuzi e Mari.
Autor: Bryant Wood da Associates for Biblical Research. Translated by Ronaldo Melo Ferraz.

A ESTELA DE ISRAEL

MerneptahStele - A Estela de Israel



Coluna comemorativa, datada de cerca de 1207 a.C., que descreve as conquistas militares do faraó Merneptah. Israel é mencionado como um dos inimigos do Egito no período bíblico dos juízes, provando que Israel já existia como nação neste tempo, o que até então era negado pela maioria dos estudiosos. É a menção mais antiga do nome "Israel" fora da Bíblia. 

Estela de Merenptah ou Merneptah é também conhecida por Estela de Israel. É a única referência do nome de ISRAEL em documentos egípcios referindo-se ao povo israelita.

Foi encontrada nas ruínas do templo funerário do Faraó Merenptah (1236 a.C. a 1223 a.C.) em Tebas Ocidental, encontra-se exposto no Museu Egípcio do Cairo.

TRANSCRIÇÃO

"Os chefes inimigos prostam-se dizendo: "Shalom!"  Nenhum levanta a cabeça entre os Nove Arcos: Tjehneu (os líbios) está derrotado, Hatti (hititas) está em paz, Canaã está despojada de toda a maldade, Ascalom foi conquistada, Gezer foi tomada, Yenoam ficou como não tivesse existido, Israel está destruído, a sua semente não existe mais, a Síria tornou-se uma viúva para o Egípto. Todos os que vagavam sem destino no deserto foram submetidos pelo Rei do Alto e Baixo Egipto, Baenré-Meriamon, filho de Ré, Merenptah-Hetephermaet, dotado de Vida, como Ré, todos os dias.

Veja como aparece o nome de Israel:






ESTELA DE TEL DÃ




A Estela de Tel Dã (1993), cuja descoberta provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi (1015-975 a.C.) e seu reinado.
Placa comemorativa sobre a conquista militar da Síria sobre a região de Dã. 
A inscrição traz de modo bem legível a expressão "casa de Davi", que pode ser uma referência ao templo ou à família real. O mais importante, todavia, é que menciona, pela primeira vez fora da Bíblia, o nome de Davi, indicando que este foi um personagem real.
Esta descoberta também fez a mídia admitir que a Bíblia pode ser tomada como fonte de documentação histórica. 


TABLETE DE ENUMA ELISH




Encontrado em escavações arqueológica na Biblioteca de Assurbanipal  por Austen Layard em 1850.
Tal como o tablete de Gilgamesh também esse também em Arcadiano antigo. Revela um relato da criação muito semelhante ao relato da Bíblia. O que mostra que o relato bíblico não era nenhuma lenda imaginária mas sim um relato que também era compartilhado por outros povos e culturas, adaptado de acordo com suas crenças politeístas -  mas contendo grande semelhança como texto Bíblico de Gênesis. 
Esses relatos provam e evidencial a historicidade real da Bíblia.
Tal descoberta é comentada nesse link:

TABLETE DE GILGAMESH




Em 1848-49 o arqueólogo Austin Henry Layland fez uma animadora descoberta enquanto estava escavando a antiga cidade mesopotâmica de Ninive, hoje em dia no Iraque. Ele desenterrou várias tábuas de argila que continham a história escrita preservadas mais antiga da humanidade: o Épico de Gilgamesh.

ÉPICO DE GILGAMÉS O Épico de Gilgamesh, foi encontrado em vários tabletes de barro partidas na cidade assíria de Nínive em 1853 Outro achado importante que vem das escavações de Henry Layard - É um velho conto babilônico do dilúvio. Quando o Épico de Gilgamés foi publicado pela primeira vez na Europa em 1872 através da tradução de George Smith, ele causou uma sensação que rivalizava com as teorias de Darwin. Algumas pessoas o declaravam uma prova histórica do dilúvio do Gênesis, enquanto outros ainda desdenhavam da asseveração de que a Bíblia é singular e autentica. Em toda a literatura mesopotâmica, o conto do dilúvio no tablete 11 representa a principal correlação com o texto bíblico. Na história recontada aqui, Gilgamés é avisado sobre o dilúvio por Utnapishtim, um homem que ganhou a imortalidade, e como o Noé bíblico, também passou salvo pelas águas do dilúvio. Em seu relato do dilúvio, ele diz que o deus criador Ea favoreceu-o avisando-o sobre o dilúvio e ordenando-lhe que construísse um barco (cf. Gn 6.13-17). Neste barco ele levou sua família, tesouros e todas as criaturas vivas (cf. Gn 6.18-22; 7.1-16), escapando assim da tempestade enviada pelos céus que destruiu o restante da humanidade (cf. Gn 7.17-23). De acordo com seus cálculos, a tempestade acabou no sétimo dia, e a terra seca apareceu no décimo segundo dia (cf. Gn 7.24) quando o barco veio repousar sobre o monte Nisir, no Curdistão (ao invés do bíblico monte Ararate, na Turquia)‖.



Leia mais sobre essa história e a versão da história do dilúvio de Gênesis em:

O SELO MESOPOTÂMICO DA TENTAÇÃO

SELO MESOPOTÂMICO DA TENTAÇÃO




selo de “Adão e Eva” foi descoberto na Mesopotâmia pelo arqueólogo George Smith, do Museu Britânico, e datado de 2200 a 2100 A.C.. A cena retratada no selo sugeria-lhe a história bíblica da tentação de Adão e Eva.
Um homem e uma mulher estão sentados ao pé de uma árvore. Uma serpente está atrás da mulher.

Essa outra representação abaixo é um selo cilíndrico e foi achado na cidade sumeriana de Lagash e apresenta um casal (seria o rei Gudea ou Adão e Eva?) conduzidos ao trono deus Anu ou Enki. O rio da vida sai do trono da divindade e o casal está em posição de clemencia, súplica de penitência, atrás deles vem uma serpente quadrúpede alada (dragão), mas o deus que lhes serve de intercessor é o próprio dragão, sob forma humana (repare as serpentes sobre os ombros de quem leva o casal pela mão). Este ser é Ningishzida, guardião do trono e da árvore do conhecimento, ou a própria serpente do Éden. (http://dventismoemfoco.wordpress.com/).

Embora muitos incrédulos achem a narrativa de Gênesis sobre a criação uma história fantasiosa - é interessante saber que esse mesmo relato é encontrado em vários relatos de povos antigos - como esse que apresentamos.

Isso é uma evidência arqueológica que o relato de Gênesis não foi criado por MOisés, mas fazia parte de uma história já conhecida por vários povos, o que o profeta fez foi apenas retirar os mitos dos povos e culturas antigas e manter o puro relato divino - e sendo divinamente inspirado manteve o relato real e verdadeiro.

Nesse ponto é impressionante as semelhanças com o relato da Bíblia. Certas diferenças e discrepâncias são normais, pois trata-se de um relato verdadeiro mas que foi assimilado e desenvolvido por vários povos, os quais com o tempo acabaram por introduzir ao relato seus próprios mitos religiosos.

Nesse ponto o relato de Gênesis se apresenta como sendo a fonte original, pois é um texto simples sem elementos mitológicos - é o puro relato divino de como tudo aconteceu.
(Alcides)



O TIJOLO BABILÔNICO DE NABUCODONOSOR

1. TIJOLO BABILÔNICO QUE TRAZ O NOME DE NABUCODONOSOR



Tijolo babilônico que traz nome de Nabucodonosor – O achado arqueológico traz a seguinte inscrição em cuneiforme: "(eu sou) Nabucodonosor, Rei de Babilônia. Provedor (do templo) de Ezagil e Ezida; filho primogênito de Nabopolassar”. Vale notar que por muito tempo se afirmou que a cidade da Babilônia era um mito – e muito mais lendário ainda seria o rei Nabucodonosor.

A PEDRA MOABITA - MESA ESTELA

A PEDRA MOABITA





Museu do Louvre



Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acab, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vasalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..
A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a excepção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico. Menciona o Tetragrama Sagrado no lado direito da estela, na linha 18. É um documento de grande importância e interessante relativo ao estudo da linguística hebraica, ou seja, a formação e evolução do alfabeto hebraico.

A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yáhtsha] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).

Transcrição em português da Pedra Moabita (em revisão)
"Eu Mesa, filho de [deus] Quemós [...], Rei de Moabe, o dibonita – o meu pai reinou sobre Moabe 30 anos e eu reinei depois do meu pai – fiz este lugar alto para Quemós, Qarhoh, porque ele me salvou de todos os reis e me fez triunfar de todos os meus adversários. No que toca a Omri, Rei de Israel [Setentrional], este humilhou Moabe durante muito tempo, porque Quemós estava irritado com sua terra. E o seu filho seguiu-o e disse também: Hei-de humilhar Moabe. No meu tempo ele o disse, mas eu triunfei sobre ele e a sua casa, enquanto Israel tinha perecido para sempre! Omri tinha ocupado a terra de Mádaba e Israel tinha habitado lá no seu tempo e durante metade do tempo do seu filho [Acabe, filho de Omri], por 40 anos; mas Quemós habitou ali, no meu tempo.

E construí Baal-Meon, fazendo nela um reservatório [ou cisterna]; construí também Qaryaten. Os homens de Gade tinham sempre habitado a terra de Atarot e o rei de Israel tinha construído Atarot para eles; mas eu combati contra a cidade e tomei-a e matei todos os habitantes da cidade para satisfação de Quemós e Moabe. E trouxe dali Arel, seu cabecilha, arrastando-o para diante de Quemós em Qeriot e estabeleci homens de Sharon e de Maharit.
E Quemós disse-me: Vai e toma [o Monte] Nebo a Israel. Assim, eu fui de noite e combati contra ela, desde do raiar aurora até meio-dia, tomando-a e matando todos, 7 mil homens, mulheres, rapazes, raparigas e servas, por que tinham sido devotados anátema [ou destruição] para Ashtar-Quemós. E dali os tirei [...] de YHVH (Jeová), arrastando até diante de Quemós. E o rei de Israel tinha construído Jahaz e residia ali, enquanto lutava contra mim, mas Quemós tirou-o de diante de mim. E tomei de Moabe duzentos homens de guerra, todos de primeira classe, e coloquei-os contra Jahaz e tomei-a para anexar Díbon.
Fui eu que construí Qarhoh, o muro das florestas e muro da cidadela; também construí as suas portas e construí as suas torres e construí a casa do Rei e fiz os seus reservatórios para água, dentro da cidade. E não havia cisterna dentro da cidade de Qarhoh, por isso disse ao povo: Que cada um de vós faça uma cisterna para si mesmo, na sua casa. E eu cortei vigas para Qarhoh com prisioneiros israelitas. Construí Aroer e fiz a estrada no Vale de Aroer; construí Bet-Bamot, pois tinha sido destruída; construí Becer – pois estava em ruínas – com 50 homens de Dibon, pois todo o território de Díbon era minha leal dependência.
E reinei em paz sobre as 100 cidades que tinha acrescentado ao país. E eu construí [...], Medeba, Bet-Diblaten e Bet-Baal-Meon, e estabeleci ali o […] país. E quando Hauronen, ali moraram [...] Quemós disse-me: Vai lá baixo e combate contra Hauronen. E eu desci e combati contra a cidade e tomei-a, e Quemós habitou lá no meu tempo ..."